A Espanha voltou ao topo do futebol mundial. Dezesseis anos depois do título conquistado em 2010, La Roja venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e confirmou o bicampeonato da Copa do Mundo. A conquista veio justamente na maior edição da história do torneio em quantidade de seleções, com 48 países participantes, novo formato, mais jogos e um caminho ainda mais longo até a taça.
A maior Copa da história
A Copa do Mundo de 2026 marcou uma nova fase do torneio. Pela primeira vez, a competição foi disputada por 48 seleções, deixando para trás o antigo modelo com 32 participantes. Isso aumentou o número de jogos, ampliou a presença de países de diferentes continentes e tornou o caminho até o título mais exigente.
Para ser campeã, a Espanha precisou disputar oito partidas, passando pela fase de grupos, pelos 16 avos de final, oitavas, quartas, semifinal e final. O novo formato valorizou ainda mais a regularidade, já que qualquer oscilação poderia comprometer a campanha. Nesse cenário, a seleção espanhola soube crescer jogo a jogo e transformou uma estreia discreta em uma conquista histórica.
O caminho da Espanha até o título
A campanha espanhola começou com um resultado inesperado. Na estreia, La Roja ficou no empate por 0 a 0 com Cabo Verde, uma das grandes surpresas da competição. Apesar da frustração inicial, o empate não abalou o grupo comandado por Luis de la Fuente.
Na sequência, a Espanha mostrou força. Goleou a Arábia Saudita por 4 a 0 e depois venceu o Uruguai por 1 a 0, garantindo a liderança do grupo de forma invicta e sem sofrer gols. A partir dali, a equipe passou a mostrar uma de suas principais marcas na Copa: controle de jogo, solidez defensiva e eficiência nos momentos decisivos.
No mata-mata, a campanha ganhou ainda mais peso:
Espanha 3 x 0 Áustria, nos 16 avos de final
Portugal 0 x 1 Espanha, nas oitavas
Espanha 2 x 1 Bélgica, nas quartas
França 0 x 2 Espanha, na semifinal
Espanha 1 x 0 Argentina, na final
Ao todo, foram sete vitórias e um empate. A Espanha terminou campeã invicta, com 14 gols marcados e apenas um sofrido em toda a competição. O único gol levado aconteceu contra a Bélgica, nas quartas de final. Essa consistência defensiva foi uma das grandes bases do título.
Uma campeã construída no equilíbrio
O bicampeonato espanhol não foi fruto apenas de talento individual. A campanha mostrou uma seleção madura, bem distribuída em campo e capaz de controlar diferentes tipos de jogo. Quando precisou propor, a Espanha teve posse, circulação rápida e presença ofensiva. Quando enfrentou momentos de pressão, mostrou organização e segurança defensiva.
Nomes como Rodri, Lamine Yamal, Ferran Torres, Mikel Oyarzabal, Pedro Porro e Nico Williams simbolizaram uma equipe com mistura de experiência, juventude e intensidade. A Espanha não dependeu de um único jogador para decidir. Pelo contrário: teve protagonistas diferentes ao longo da campanha, o que reforça a força coletiva da campeã.
A semifinal contra a França foi um dos grandes exemplos dessa superioridade. Diante de uma seleção campeã em 2018 e sempre forte fisicamente, La Roja venceu por 2 a 0 e chegou à decisão com autoridade. Na final, contra a então atual campeã Argentina, voltou a mostrar paciência para vencer em um jogo travado e decidido apenas na prorrogação.
A final contra a Argentina
A decisão entre Espanha e Argentina colocou frente a frente duas escolas tradicionais do futebol mundial. De um lado, a Espanha buscando seu segundo título. Do outro, a Argentina tentando defender a taça conquistada em 2022 e chegar ao tetracampeonato.
O jogo foi equilibrado no placar, mas a Espanha teve mais controle e criou as melhores oportunidades. A Argentina resistiu durante o tempo normal, muito por conta das defesas de Emiliano Martínez, mas acabou ficando em desvantagem numérica após a expulsão de Enzo Fernández nos acréscimos do segundo tempo.
Na prorrogação, a Espanha encontrou o gol do título. Ferran Torres recebeu a bola após jogada pelo lado direito e finalizou de primeira para fazer 1 a 0. O gol confirmou a vitória espanhola e colocou La Roja novamente no topo do mundo.
O retrospecto da Argentina até a final
A Argentina também fez uma campanha forte até chegar à decisão. Atual campeã mundial, a equipe passou pela fase de grupos com 100% de aproveitamento, vencendo Argélia, Áustria e Jordânia. A equipe mostrou força ofensiva, experiência e capacidade de decisão em jogos difíceis.
O caminho argentino até a final foi marcado por vitórias importantes:
Argentina 3 x 0 Argélia, na estreia
Argentina 2 x 0 Áustria, na segunda rodada
Jordânia 1 x 3 Argentina, no fechamento da fase de grupos
Argentina 3 x 2 Cabo Verde, nos 16 avos de final
Argentina 3 x 2 Egito, nas oitavas
Argentina 3 x 1 Suíça, nas quartas
Inglaterra 1 x 2 Argentina, na semifinal
Espanha 1 x 0 Argentina, na final
Mesmo com uma trajetória de alto nível, a Argentina não conseguiu repetir o sucesso de 2022. A final mostrou uma equipe competitiva, mas com dificuldade para impor seu jogo diante de uma Espanha mais organizada e dominante.
O peso histórico do bicampeonato
Com o título de 2026, a Espanha chegou à sua segunda conquista de Copa do Mundo, repetindo o feito de 2010. O bicampeonato coloca La Roja em um grupo seleto de seleções com dois títulos mundiais, ao lado de França e Uruguai.
A conquista também confirma a força recente do futebol espanhol. Depois de vencer a Eurocopa de 2024, a seleção chegou ao Mundial com expectativa alta e conseguiu transformar favoritismo em taça. Mais do que um título isolado, a campanha de 2026 reforça a ideia de que a Espanha vive um novo ciclo vencedor.
Um título com cara de nova era
O título espanhol também carrega um significado especial porque veio em uma Copa diferente de todas as anteriores. Com mais seleções, mais partidas e maior diversidade de adversários, o torneio exigiu profundidade de elenco, regularidade e capacidade de adaptação.
A Espanha respondeu a tudo isso com uma campanha quase perfeita. Superou seleções de diferentes estilos, venceu clássicos europeus no mata-mata e bateu a atual campeã do mundo na decisão. Foi uma trajetória que combinou controle, técnica, juventude e maturidade competitiva.
A Espanha encerra a Copa do Mundo de 2026 como campeã merecida e símbolo de uma nova fase do futebol internacional. Em meio à maior edição da história em número de seleções, La Roja soube transformar pressão em desempenho e confirmar seu lugar entre as grandes campeãs mundiais. A Argentina também fez campanha forte, mas encontrou na final uma seleção mais equilibrada e preparada para decidir. No fim, o bicampeonato espanhol coroou uma geração que já nasce com peso histórico.
